"Movimento de resistência ao golpe, vai ás ruas.."
Blog destinado ao trabalho de História do 4º Bimestre da 8ºD. Neste blog trataresmos da Vida Política de Getúlio Vargas, Jucelino Kubitschek e o Golpe Militar.
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011
1964! QUATRO DÉCADAS DEPOIS..
Golpe Militar.
A "Marcha"
Liderados por um capelão americano, padre Patrick Peyton, enviado ao Brasil para criar mobilização popular contra o governo, começa a marchas da família com Deus pela Liberdade para dar legitimidade ao golpe. A mobilização foi respaldada por Adhemar de Barros e Carlos Lacerda.
Os militares juntamente com os políticos organizavam a derrubada de Goulart com o apoio da classe média. A marcha da família teve o apoio dos grandes empresários, que fecharam suas empresas em horário comercial e transportaram as pessoas para a manifestação.
Como os arquivos do governo de Lindon Johnson comprovariam, vinte anos mais tarde, foi feita uma operação militar chamada Brother Sam para atuar no Brasil. Teria sido um plano de guerra dos EUA contra as forças janguistas no Brasil. Poderia ter havido um sério conflito bélico entre os dois países, e, embora os EUA pareçam ter vantagem, já estavam investindo em recursos financeiros, armamentistas e humanos noutra guerra, contra o Vietnã, onde o país norte-americano saiu derrotado, anos depois.
Somente no ano de 1962, quase cinco mil cidadãos norte-americanos entraram no país, segundo Jorge Ferreira em Rev. Bras. Hist. vol.24 no.47 São Paulo 2004, "A estratégia do confronto: a frente de mobilização popular". Darcy Ribeiro citou ainda que "Foi desencadeado com forte contingente armado, postado no Porto de Vitória, com instruções de marchar sobre Belo Horizonte.".
A Operação Brother Sam objetivava abastecer com combustível e armas a Operação Popeye desencadeada pelos militares brasileiros.
A Frota do Caribe liderada pelo porta-aviões nuclear americano armado com bombas atômicas Forrestal foram enviados à costa brasileira e ficaram próximos do porto de Vitória (ES) aguardando ordens.
Estava assim iniciado o Golpe Militar de 1° de abril de 1964.
[editar]Formação
O Brasil era dominado pelas grandes e ricas famílias, pelos oligopólios, pelos latifúndios e por uma estrutura coronelista oriunda do Brasil Império e que não se desfez durante a República Velha. Portanto, as famílias tradicionais tinham condições de educar seus filhos nas melhores escolas, estas eram militares, ou religiosas. Não raros foram os jovens oficiais brasileiros mandados estudar na França, na École Supérieur de Guerre e nos Estados Unidos o Fort Leavenworth War School nas décadas de 1900, 1910, 1920, 1930 e 1940. Formou-se assim uma elite militar cuja ideologiaconservadora permaneceu dentro das forças armadas. Pois os jovens oficiais foram influenciados pelos movimentos ideológicos de 1917 e 1922, que por sua vez foram antecedidos pela Primeira Guerra Mundial. Esta foi segundo o historiador general Argemiro de Assis Brasil '" foi a quebra dos sistemas econômicos ultrapassados do século XIX."
"Augusto Pinochet foi o general que conspirou e executou o Golpe Militar."
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Histórico Político - JK.
"BRASIL É A PRINCIPAL OBRA DO GOVERNO JK."
Com o suicídio de Getúlio Vargas, em 24 de Agosto de 1954, abriu-se um buraco no poder e também na herança política, perseguida por seus simpatizantes e adversários. Para substituí-lo tentaram lançar uma candidatura de “união nacional”, com a adesão de dois dos maiores partidos políticos da época: o Partido Social Democrático (PSD) e a União Democrática Nacional (UDN). Eles teriam um candidato único, que uniria a direita e o centro e evitaria uma nova candidatura radical como era a “getulista”.Esta idéia, porém, não se concretizou e, em 10 de Fevereiro de 1955, o PSD homologou o nome de Juscelino Kubitschek como candidato à presidência da República. JK sabia que precisava do apoio de uma base sólida e da aceitação popular, como tinha o PTB, partido de Vargas e que tinha João Goulart como candidato à presidência. Poucos dias após a homologação de JK como candidato do PSD, o PTB selou acordo tendo João Goulart (Jango) concorrendo como vice-presidente.
Muitas foram as tentativas dos “anti-getulistas” para inviabilizar a campanha JK-Jango, apoiada, inclusive, pelo Partido Comunista Brasileiro. A UDN era a principal rival dessa coligação, com intenções escancaradas de impedir a qualquer custo a vitória de JK, inclusive usando de meios ilícitos para cumprir seu objetivo.
Nas eleições de 3 de Outubro de 1955, JK elegeu-se com 36% dos votos válidos, contra 30% de Juarez Távora (UDN), 26% de Ademar de Barros (PSP) e 8% de Plínio Salgado (PRP). Naquela época, as eleições para presidente e vice não eram vinculadas, mas Jango foi o melhor votado para vice, recebendo mais votos do que JK e pôde, em 31 de Janeiro de 1956, sentar-se ao lado de seu companheiro de chapa para governar o país.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Origem e carreira política de juscelino Kubitschek
Juscelino nasceu, em 12 de setembro de 1902, em Diamantina. Seu pai, João César de Oliveira (1872-1905), foi caixeiro-viajante e exerceu, também, várias outras profissões. Sua mãe, Júlia Kubitschek (1873-1971), era professora e possuía ascendência checa (seu sobrenome é uma germanização do original tcheco Kubíček) e etnia cigana[2] — JK foi o único presidente de origem cigana em todo o mundo.[3] Juscelino perdeu o pai aos três anos de idade, e, a partir de então, a única fonte de renda da família era o trabalho de sua mãe.[4]
JK gostava muito de futebol, e tinha simpatia pelo América Mineiro, onde atuou como jogador amador, e, sempre que podia, acompanhava partidas daquele time. Também foi apreciador das serenatas e serestas. Estudou no seminário diocesano de Diamantina, dirigido pelos padres vicentinos, onde concluiu o curso de humanidades aos 15 anos incompletos. Depois estudou medicina na Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte, formando-se, em 1927, na mesma turma de Pedro Nava e de Pedro Salles, três anos antes de Guimarães Rosa e quatro antes de Oswaldo Costa.
Casou-se, com Sarah Gomes de Lemos, em 1931. Em 1932, foi nomeado como capitão-médico da Polícia Militar de Minas Gerais. JK era cirurgião especializado em urologia, tendo estagiado no Hospital Cochin, em Paris, com um dos maiores urologistas do mundo, Maurice Chevasseu.Durante a revolução constitucionalista de 1932, como médico, serviu nas tropas mineiras que combatiam as tropas paulistas. JK serviu, no célebre "Túnel da Mantiqueira", como cirurgião da polícia militar, acompanhando seu professor na faculdade, Otaviano de Almeida que montara um hospital em vagões ferroviários. Ali, operou o ferimento à bala do crânio de um soldado que sobreviveu sem sequela.[5]
Iniciou sua carreira política, em 1934, quando foi nomeado chefe da Casa Civil do então interventor federal em Minas Gerais, Benedito Valadares, que o conheceu, na campanha da Serra da Mantiqueira quando combatiam as tropas revolucionárias paulistas.
Foi eleito deputado federal, em 1934, pelo recém-criado "Partido Progressista", criado por membros de PRM que apoiaram a revolução de 1930. Exerceu o mandato de deputado federal até o fechamento do Congresso Nacional, em 10 de novembro de 1937, com o golpe do Estado Novo. Chegou ao posto de tenente-coronel-médico da Polícia Militar de Minas Gerais.
Foi prefeito de Belo Horizonte, nomeado por Benedito Valadares, de 1940 a 1945. Foi eleito deputado federal para a Assembleia Nacional Constituinte de 1945, pelo Partido Social Democrático (PSD).
Destacou-se muito por sua oratória.[6 Seus discursos mais importantes, com as frases que ficaram famosas, como "Deus me poupou o sentimento do medo", foram escritos pelo poeta Augusto Frederico Schmidt.[7] Juscelino destacou-se, também, na chamada política de bastidores, (as articulações políticas bem trabalhadas), típica de Minas Gerais e de seu segundo partido político, o PSD.[8]
Destacou-se mais, entretanto, nos cargos executivos que ocupou, e, pela sua atuação neles, ficou conhecido como um político do tipo "tocador de obras".
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